Uma cena sem fulgor

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«Nunca me inquieto se o texto não vem. Posso passar dias sem escrever. Para mim mesma – não sou escritor. Sou uma contemplativa quando o texto chama. Mas custa-me vê-lo partir desde que comece a estar com ele». Eis a citação que roubo de Lisboaleipzig para me confortar da perda de um longo post que acabara de escrever sobre Maria Gabriela Llansol [1931-2008], devido a um toque fatal numa qualquer tecla interdita do computador. Não uma palavra, uma frase, mas todo um texto engolido numa fenda invisível da folha electrónica que vai brilhando nos limites da noite, indiferente ao vazio que, subitamente, se instalou na superfície opaca que já nenhuma grafia llansolaniana poderá preencher.

Não haverá portanto, pelo menos por agora, desvendamento da minha relação com o texto llansolaniano. Apenas a promessa de (re)visitação próxima de uma escritora que se deu como desaparecida para melhor afirmar a sua obra.

[Ao alto, manuscrito de M. G. Llansol extraído de Espaço Llansol]

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