No Bairro portátil do senhor Tavares (III): licores fortes

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Agora a taberna. O Senhor Henri [Gonçalo M. Tavares, Caminho, 2003]. O absinto. O álcool como estímulo, fonte de inspiração literária. Pessoa bebendo um copo de aguardente no Abel Pereira da Fonseca. O vinho de Goethe. A tequilla de Malcolm Lowry. O whisky de José Cardoso Pires. «É preciso estar absolutamente bêbado», declarou Baudelaire. E Rimbaud que dizia «sobretudo, beber licores fortes como metal fundido». E Kafka que escreveu um Colóquio do Bêbado. Mas, hoje, parece, os escritores já não bebem. Já não se embriagam. Passam ao lado dos paraísos artificiais. E disso, ressente-se a literatura. Vai um copo de absinto? «Énivrez-vous!»

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