
Porque é preciso nunca falhar a ocasião da leitura, estes são os livros que leio e sobre os quais, numa fulguração momentânea, até mesmo Kafka, contrariando todos os seus intérpretes futuros, teria dito: «atravessando as palavras há restos de luz». Nesta minha nova morada - a que chamei O leitor sem qualidades - que herda algumas das qualidades do que me foi caindo dos dias retomarei o método de trabalho benjaminiano, isto é, o da montagem literária de alguém que não tendo nada para dizer, apenas procurará mostrar. E, ainda, o procedimento vila-matiano de «conversão do texto numa máquina de citações literárias que ajudam a criar sentidos diferente». Auto-ficções, portanto, de um leitor sem qualidades. Representações, citações, histórias, imaginários, deambulações, funambulismos perseguindo «um rasto já há muito extinto no ar ou na água [mas que continua] visível, [ali, naquele no novo blog]», como diria W.G. Sebald.
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Talvez que o leitor não seja mais que o arco-iris da palavra escrita… filtrando a luz na água, a magia encavalita-se nesse amontoado de palavras em branco, feitas para comicio de letras; ao leitor, mesmo que sem as qualidades de mussil, cabe-lhe o papel de juiz e simultaneamente réu… eu leitor me confesso, na escrita disperso…
Um abraço, pelo bons momentos
passados, presentes e futuros, se esse tal de futuro nos deixar
Leonardo B.
Bizarril